Tupãenses fazem passeata contra reformas do Governo

O protesto aconteceu na manhã de sexta-feira percorrendo avenida Tamoios e rua Aimorés.

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Durante o início da manhã de sexta-feira, dia 30, integrantes da FTA – Frente de Entidades Tupãenses coordenaram uma passeata contra as reformas Trabalhista e da Previdência. Participaram da passeata diversas categorias da cidade e representantes das 37 entidades que compõem o movimento, e Sindicatos filiados às Centrais Sindicais.

A passeata teve concentração na esquina da avenida. Tamoios com a rua Cherentes, onde a população se manifestou publicamente e também foram transmitidos vídeos que esclareceram as propostas do governo. Após os pronunciamentos em defesa dos direitos, a passeata percorreu a Avenida Tamoios e a Rua Aimorés, as duas principais artérias comerciais da cidade. O ato foi pacífico e vem de encontro com o chamado das Centrais Sindicais de “Vamos parar o Brasil” em defesa dos direitos sociais e trabalhistas.

Amauri Mortágua

O coordenador da passeata, Presidente do Sincomerciários de Tupã e vereador Amauri Mortágua, que esteve durante toda a semana no Senado Federal em contato com senadores e acompanhando os caminhos da Reforma Trabalhista, afirmou: “Só o povo na rua pode modificar a situação que estamos vivendo. Tupã é protagonista nesta luta, já é a quarta manifestação que realizamos. Precisamos convencer os Parlamentares que votem a favor do povo. Os guerreiros e guerreiras que participaram da passeata estão de parabéns. A luta continua e não para por aqui”.

Segundo a organização, “a passeata reuniu cerca de 500 pessoas, que gritaram e cantaram ‘slogans’ contra as reformas, com camisetas predominantemente da UGT/SP, faixas, cartazes e bandeiras de várias centrais e entidades; os tupãenses concretizaram mais um histórico ato de luta e defesa plena em prol dos trabalhadores e do País, somando forças com pessoas de todo o Brasil”.

REFORMAS

Segundo informações da organização, com o avanço da reforma Trabalhista no Senado e a determinação do governo em colocar em votação, ainda neste ano, a reforma da Previdência, cresce a adesão das mobilizações em todo o País e neste sentido, a saída para o trabalhador virar o jogo é ir para as ruas protestar.

Ao contrário do que o governo prega, a reforma trabalhista não vai gerar novos empregos no país, explica os organizadores. “O projeto contém muitos artigos distorcidos e inconstitucionais, retiram direitos e cria possibilidades perversas.
A Proposta de Reforma da Previdência que irá fazer alterações drásticas na previdência dos brasileiros, vai afetar diretamente os trabalhadores, jovens, mulheres e os já aposentados, aumenta idade mínima, reduz valor das aposentadorias e impõe mais tempo de contribuição”.